{"id":247,"date":"2026-06-09T11:25:07","date_gmt":"2026-06-09T14:25:07","guid":{"rendered":"https:\/\/hall.swimchannel.net\/?p=247"},"modified":"2026-06-09T13:07:26","modified_gmt":"2026-06-09T16:07:26","slug":"jose-sylvio-fiolo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hall.swimchannel.net\/index.php\/2026\/06\/09\/jose-sylvio-fiolo\/","title":{"rendered":"Jos\u00e9 Sylvio Fiolo"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Texto: Carlos Eduardo Dudorenko<\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"614\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/hall.swimchannel.net\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/chamada-silvio-fiolo-614x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-148\" style=\"width:413px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/hall.swimchannel.net\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/chamada-silvio-fiolo-614x1024.jpg 614w, https:\/\/hall.swimchannel.net\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/chamada-silvio-fiolo-180x300.jpg 180w, https:\/\/hall.swimchannel.net\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/chamada-silvio-fiolo-768x1280.jpg 768w, https:\/\/hall.swimchannel.net\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/chamada-silvio-fiolo-922x1536.jpg 922w, https:\/\/hall.swimchannel.net\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/chamada-silvio-fiolo.jpg 975w\" sizes=\"(max-width: 614px) 100vw, 614px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No&nbsp;sul-americano de 1966, em Lima, surgiu uma nova esperan\u00e7a para a nata\u00e7\u00e3o brasileira. L\u00e1 de Campinas, ainda com 15 anos de idade, apareceu Jos\u00e9 Sylvio Fiolo para se tornar o melhor peitista isolado do continente e um dos maiores nomes da nata\u00e7\u00e3o brasileira de todos os tempos, fazendo jus a integrar o pante\u00e3o do Hall da Fama da Nata\u00e7\u00e3o Brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em junho de 66, ele quebrou o recorde sul-americano dos 100m marcando 1m11s0. Nos doze meses seguintes ele esfacelou a marca, culminando com sua participa\u00e7\u00e3o no Pan de 1967, em Winnipeg, quando nadou em 1m07s5 e levou um dos seus dois ouros individuais, os primeiros t\u00edtulos brasileiros de Pan desde Tetsuo Okamoto, em 1951. No revezamento 4&#215;100 4 estilos, que conquistou a medalha de bronze nesse Pan, Fiolo nadou para a incr\u00edvel marca de 1m06s6, 1 d\u00e9cimo de segundo abaixo do recorde mundial do sovi\u00e9tico&nbsp;Vladimir Kozinski.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O Recorde Mundial<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em outubro de 1967, a revista Swimming World publicou um longo artigo sobre o Fiolo e seu estilo inovador. Suas bra\u00e7adas e pernadas fortes e mais longas contrastavam com a t\u00e9cnica predominante do estilo acelerado do americano Jastremski. Seu t\u00e9cnico no Botafogo, Roberto Pavel afirmou que o estilo de Fiolo misturava&nbsp;a bra\u00e7ada russa com a pernada americana, mesclando a t\u00e9cnica de nado das grandes escolas de nata\u00e7\u00e3o da \u00e9poca. A lenda da \u00e9poca era que ele rasgava, com um s\u00f3 movimento das m\u00e3os, a lista telef\u00f4nica inteira da cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter\"><a href=\"https:\/\/hfnb.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/3897f-winnipeg_1967.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/hfnb.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/3897f-winnipeg_1967.jpg\" alt=\"Revezamento 4x100 4 estilos, medalha de ronze nos Jogos Panamericanos de Winnipeg em 1967 - Waldyr M. Ramos (costas), Jos\u00e9 Sylvio Fiolo (peito), Jo\u00e3o Reinaldo Costa Lima Neto (borboleta) e Ilson Asturiano (livre) - recorte de jornal postado por Sandra Novaes Asturiano no \u00c1lbum das Gera\u00e7\u00f5es da Nata\u00e7\u00e3o Brasileira\" class=\"wp-image-316\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Revezamento 4&#215;100 4 estilos, medalha de bronze nos Jogos Panamericanos de Winnipeg em 1967 &#8211; Waldyr M. Ramos (costas), Jos\u00e9 Sylvio Fiolo (peito), Jo\u00e3o Reinaldo Costa Lima Neto (borboleta) e Ilson Asturiano (livre) &#8211; recorte de jornal postado por Sandra Novaes Asturiano no \u00c1lbum das Gera\u00e7\u00f5es da Nata\u00e7\u00e3o Brasileira<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter\"><a href=\"https:\/\/hfnb.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/10d95-fiolo_1964.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/hfnb.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/10d95-fiolo_1964.jpg\" alt=\"Segundo lugar no Campeonato Paulista de Nata\u00e7\u00e3o - mar\u00e7o de 1964. Em p\u00e9 - Tonh\u00e3o, Farid, Alvaro Pires, Jo\u00e3o Agostinho. De c\u00f3coras, Norio Ohata, Fiolo e Foca - foto postada por Jos\u00e9 Fiolo no \u00c1lbum das Gera\u00e7\u00f5es da Nata\u00e7\u00e3o Brasileira\" class=\"wp-image-319\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Segundo lugar no Campeonato Paulista de Nata\u00e7\u00e3o &#8211; mar\u00e7o de 1964. Em p\u00e9 &#8211; Tonh\u00e3o, Farid, Alvaro Pires, Jo\u00e3o Agostinho. De c\u00f3coras, Norio Ohata, Fiolo e Foca &#8211; foto postada por Jos\u00e9 Fiolo no \u00c1lbum das Gera\u00e7\u00f5es da Nata\u00e7\u00e3o Brasileira<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Sul-Americano, em fevereiro de 68, no Fluminense, ele baixou seu recorde para 1m06s8, pondo uma frente impens\u00e1vel de quatro segundos no segundo colocado. Com o resultado, seu t\u00e9cnico Roberto Pavel acreditava que Fiolo poderia superar a melhor marca mundial dos 100m peito. Ao t\u00e9rmino da competi\u00e7\u00e3o, solicitou aos ju\u00edzes da FINA que ficassem mais alguns dias na cidade para que pudessem assistir e regulamentar uma tentativa de recorde de Fiolo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quatro dias depois, veio o recorde mundial, na piscina do Clube Guanabara. As arquibancadas ficaram lotadas para torcer por mais um recorde mundial naquela &#8220;m\u00e1gica&#8221; piscina. O recorde anterior era do sovi\u00e9tico Vladimir Kozinski, com 1m06s7, estabelecido no dia 8 de novembro de 1967 em Leningrado. Velocista nato, Fiolo tinha a tend\u00eancia de nadar muito forte a primeira metade da prova. \u201cMeu t\u00e9cnico ent\u00e3o decidiu pela t\u00e1tica de passar os primeiros cinquenta metros mais lento para ter melhor final de prova.\u201d Seguindo a estrat\u00e9gia com precis\u00e3o, virou a primeira metade em 31s4 e teve for\u00e7as para completar a prova em 1min06s4. Fiolo nadou sozinho no dia 19 de fevereiro de 1968 para a incr\u00edvel marca de 1m06s4, para uma ruidosa comemora\u00e7\u00e3o da enorme torcida e para entrar na galeria dos recordistas mundiais dos 100 metros nado peito. At\u00e9 ent\u00e3o, os recordistas eram todos americanos ou sovi\u00e9ticos, apenas com a r\u00e1pida exce\u00e7\u00e3o do alem\u00e3o Gunter Tittes, que deteve o recorde por 23 dias em julho de 1961. O recorde de Fiolo durou 2 meses e foi quebrado por Nicolai Pankin, em abril de 1968, com o tempo de 1m06s2.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter\"><a href=\"https:\/\/hfnb.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/7f8bb-equipe-do-botafogo-foto-de-vera-lucia-figueiredo.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/hfnb.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/7f8bb-equipe-do-botafogo-foto-de-vera-lucia-figueiredo.jpg\" alt=\"Equipe de nata\u00e7\u00e3o do Botafogo, treinada por Pavel\" class=\"wp-image-317\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Equipe de nata\u00e7\u00e3o do Botafogo, treinada por Roberto Pavel &#8211; foto postada por Vera Lucia Figueiredo no \u00c1lbum das Gera\u00e7\u00f5es da Nata\u00e7\u00e3o Brasileira<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>M\u00e9xico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fiolo chegou ao M\u00e9xico, em outubro de 68, como um dos favoritos, sen\u00e3o o favorito, para a prova dos 100m peito. Ele tinha tamb\u00e9m um dos melhores tempos dos 200m peito. Mas como no caso de seu contempor\u00e2neo, Mark Spitz, outra estrela de Winnipeg, a realidade ficou a desejar. Nos 100m, apesar de ter crescido das eliminat\u00f3rias at\u00e9 as finais, passando pelas semis, no final veio um quarto lugar. Na frente dele, por um d\u00e9cimo, a dupla de russos Kosinsky e Pankin, que pegaram a prata e bronze respectivamente. Os tr\u00eas tinham detido, em meses diferentes, o recorde mundial da prova nos doze meses que antecederam aquela olimp\u00edada. Fiolo, o mais forte velocista e talvez o de menor capacidade aer\u00f3bica, liderou a prova at\u00e9 os 75 metros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No v\u00eddeo temos a filmagem da prova dos 100 metros nado peito nos Jogos Ol\u00edmpicos de 1968 na Cidade do M\u00e9xico:<\/p>\n\n\n<p>[embedyt]http:\/\/youtu.be\/49J02giexk0[\/embedyt]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na prova dos 200m peito, assim como aconteceu com Spitz nos 200m borboleta, talvez sob o efeito da frustra\u00e7\u00e3o da prova dos 100m, seu resultado foi catastr\u00f3fico, com uma piora de mais de dez segundos e a n\u00e3o classifica\u00e7\u00e3o para as finais. A prova foi vencida pelo mexicano Felipe Mu\u00f1oz, \u201cEl T\u00edbio\u201d, que trouxe as arquibancadas abaixo conquistando o primeiro ouro, em todos os esportes, para os anfitri\u00f5es. Um ano antes, em Winnipeg, Fiolo tinha deixado Mu\u00f1oz engolindo marola, quase 10 segundos atr\u00e1s. No revezamento 4x100m medley, Fiolo teve a melhor parcial de todos os nadadores de peito, nadando um segundo abaixo de seu tempo na final da prova individual. Mesmo assim, n\u00e3o pegamos final nesta prova e, como de praxe, em nenhuma outra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre 1968 e 1972, a nata\u00e7\u00e3o brasileira cresceu em qualidade de base mas n\u00e3o em talento de ponta. Fiolo e Aranha, nosso melhor velocista no livre, foram morar e treinar nos Estados Unidos. Fiolo lutava contra a desmotiva\u00e7\u00e3o, oriunda da falta de advers\u00e1rios no Brasil. Sua fama era de quem gostava de dar seus tiros de 25m na ensolarada piscina suspensa do Mourisco, mas escapava da rotina entediante dos treinos di\u00e1rios longos. O peito evoluiu bastante naqueles quatro anos intra-ol\u00edmpicos, principalmente a capacidade aer\u00f3bica e os tempos de 200 metros, mais do que nossa estrela maior progrediu.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter\"><a href=\"https:\/\/hfnb.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/1f2c9-tb_rj_1971.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/hfnb.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/1f2c9-tb_rj_1971.jpg\" alt=\"Trof\u00e9u Brasil no Rio de Janeiro, com o Botafogo campe\u00e3o em 1971\" class=\"wp-image-318\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Trof\u00e9u Brasil no Rio de Janeiro, com o Botafogo campe\u00e3o em 1971 &#8211; Foto postada por Jiro Hashizume no \u00c1lbum das Gera\u00e7\u00f5es da Nata\u00e7\u00e3o Brasileira<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Munique<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Munique, levamos nossa maior equipe de nadadores da hist\u00f3ria at\u00e9 ent\u00e3o. Depois de vinte anos, o lado feminino voltou a fazer parte do escrete, representado pelas cariocas Lucy Burly e Cristina Bassani Teixeira, e pela mocoquense Isabel Guerra. Na \u00faltima seletiva no Mourisco, o conselheiro t\u00e9cnico da CBD, J\u00falio Delamare, ajudou a formar nosso time de nadadoras. O garoto R\u00f4mulo Arantes, de 15 anos mal completados, surpreendeu nesta \u00faltima competi\u00e7\u00e3o, foi convocado, e come\u00e7ou seu reinado de maior costista do pa\u00eds pela d\u00e9cada seguinte afora. Nossa sele\u00e7\u00e3o foi pra Salvador, para os preparativos finais e para fugir das \u00e1guas n\u00e3o aquecidas das piscinas do sudeste no inverno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Alemanha, apesar da equipe mais numerosa, voltamos a depender de Fiolo para resultados potenciais de destaque. Jos\u00e9 Aranha, nos 100m livre, e S\u00e9rgio Waissman, nos 100m borboleta, n\u00e3o fizeram feio, passando para, e crescendo nas semis. Mas final e chance de medalha era s\u00f3 com o peitista. Enquanto o mundo assistia o maior show natat\u00f3rio j\u00e1 visto, proporcionado por Mark Spitz, a outra estrela que despontou em Winnipeg, em 1967, Fiolo fez o que podia. Nas semis, com o tempo de 1m05s99, recorde sul-americano que durou at\u00e9 1982, quando foi batido&nbsp;por Luiz Francisco de Carvalho no mundial de Guayaquil. Ele se classificou em quarto lugar no geral, alimentando nossas esperan\u00e7as de uma medalha. Mas numa final apertada no dia seguinte, ele caiu duas posi\u00e7\u00f5es e terminou em sexto lugar. A prova foi vencida, com recorde mundial, pelo japon\u00eas Nobutaka Taguchi, que tinha sido mais lento que Fiolo, e depois desclassificado, quatro anos antes no M\u00e9xico.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter\"><a href=\"https:\/\/hfnb.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/762f7-sulamericano-de-maldonado-1976-2.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/hfnb.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/762f7-sulamericano-de-maldonado-1976-2.jpg\" alt=\"Foto de Luiz Carvalho postada no \u00c1lbum das Gera\u00e7\u00f5es da Nata\u00e7\u00e3o Brasileira\" class=\"wp-image-314\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto de Luiz Carvalho postada no \u00c1lbum das Gera\u00e7\u00f5es da Nata\u00e7\u00e3o Brasileira. Luiz Carvalho est\u00e1 com algumas falhas no cabelo, pois era calouro nesses jogos panamericanos e teve o cabelo raspado. Em 1982 Luiz Carvalho superou o recorde sulamericano de Fiolo, estabelecido em 1972.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Confira a prova de Munique no link abaixo. Repare a sa\u00edda a la antiga de Fiolo, na raia 6, com a rota\u00e7\u00e3o inteira dos bra\u00e7os antes do pulo, ainda em forma quase chapada. Depois de sair mal, ele rapidamente parte pra lideran\u00e7a, emparelhando com o japon\u00eas, antes dos 25 metros. Mas seu estilo de for\u00e7a e pouca capacidade aer\u00f3bica paga seu pre\u00e7o no final.<\/p>\n\n\n<p>[embedyt]http:\/\/youtu.be\/UdJAGuKv7LU[\/embedyt]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na prova dos 200m, apesar de ter nadado perto do seu melhor, ele comprovou que j\u00e1 tinha ficado muito pra tr\u00e1s dos tempos l\u00edderes da prova. Winnipeg tinha sido cinco anos antes e, em Munique, Fiolo passou longe da final. Um dos&nbsp;melhores momentos da nata\u00e7\u00e3o brasileira em Munique, aqueles que surpreenderam as expectativas, e s\u00f3 foram poss\u00edveis pelo crescimento do conjunto da nata\u00e7\u00e3o brasileira, foi a prova de revezamento 4x100m medley, onde todas as parciais&nbsp;foram abaixo do recorde brasileiro da respectiva prova individual. Rominho entregou em oitavo, estabelecendo novo recorde sul-americano para os 100m costas. Fiolo e Waissman n\u00e3o conseguiram sair da lanterna, mas Aranha fechou com 52s09, quase um segundo e meio abaixo do recorde sul-americano dos 100m livre (53s40 do Ruy T. A. De Oliveira), e ultrapassou Jap\u00e3o, Inglaterra e Hungria, terminando na quinta coloca\u00e7\u00e3o e melhorando em 5 segundos o recorde sul-americano da prova.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com a brilhante carreira, um recorde mundial de longa, dois t\u00edtulos panamericanos e ficando muito pr\u00f3ximo da sonhada medalha ol\u00edmpica,&nbsp;Fiolo&nbsp;se consagra como o quinto homenageado do HFNB.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter\"><a href=\"https:\/\/hfnb.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/70c29-certificado_fiolo.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/hfnb.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/70c29-certificado_fiolo.jpg\" alt=\"Certificado do Hall da Fama - Fiolo\" class=\"wp-image-324\"\/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alguns links com dados adicionais sobre esse grande atleta homenageado pelo Hall da Fama da Nata\u00e7\u00e3o Brasileira:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Artigo de Pedro Junqueira no site da BestSwimming: &nbsp;<a href=\"http:\/\/www.bestswimming.com.br\/beijing2008\/conteudo.php?id=8946\">http:\/\/www.bestswimming.com.br\/beijing2008\/conteudo.php?id=8946<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Reportagem do programa Mem\u00f3ria do Esporte Brasileiro da Rede Record:&nbsp;<a href=\"http:\/\/esportes.r7.com\/esporte-fantastico\/memoria-esporte-brasileiro\/noticias\/memoria-do-esporte-brasileiro-uma-derrota-inesperada-marcou-a-carreira-do-jovem-nadador-jose-silvio-fiolo-nas-olimpiadas-de-1968\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/esportes.r7.com\/esporte-fantastico\/memoria-esporte-brasileiro\/noticias\/memoria-do-esporte-brasileiro-uma-derrota-inesperada-marcou-a-carreira-do-jovem-nadador-jose-silvio-fiolo-nas-olimpiadas-de-1968\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto: Carlos Eduardo Dudorenko No&nbsp;sul-americano de 1966, em Lima, surgiu uma nova esperan\u00e7a para a nata\u00e7\u00e3o brasileira. 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